sexta-feira, 23 de dezembro de 2022

ANO NOVO , PROMESSAS DE SEMPRE!

  •                                 ANO NOVO PROMESSAS DE SEMPRE

 

Enfim final de ano, juntamente com suas famosas festas. Desde que me entendo por gente, vejo que nessas épocas são as mesmas histórias e as mesmas promessas de sempre: ah vou estudar mais, irei dar mais atenção aos meus amigos, vou economizar dinheiro para comprar algo, vou ser uma pessoa fitnes e dai por diante...

Fico aqui pensando com meus botões: Porque somos levados pelas ações das multidões e também entramos nessa história de vez em quando e sempre? Por que todos os anos nós e outras milhares de pessoas fazem promessas a si mesmas e não as cumprem? Será que temos um dia especifico para firmarmos um determinado compromisso conosco mesmo ou com outrem?

Todos nós possuímos um habito que nos faz agir de uma determinada  forma, seria a predisposição a agir de uma dada ou determinada  maneira. Este tal  mecanismo que adquirimos por meio do nosso processo de socialização.

Sabemos que dependendo das experiências que temos ao longo de nossas vidas vamos construindo os processos de crenças e valores (que nos fornece uma perspectiva do mundo ao nosso redor) que nos orientará em nossas ações ou nos obrigará cumpri-las. Grosso modo podemos dizer que nosso determinado  habito ou costume   seria essa disposição,  motivada pelas nossas crenças e valores.

Se eu tive um contato duradouro com pessoas pacíficas (ao longo de minha criação), frente a uma briga, quase que instintivamente buscarei evitar a confusão. Mas se, ao contrário, eu tiver tido contatos com pessoas mais  brutas e violentas de antemão eu, quase que instintivamente, agirei de forma violenta frente a uma briga ou qualquer discussão.

 Na realidade por vezes nem percebemos que fazemos escolhas de como agir, isso acontece devido a esse habito estar intrínseco em nossas vidas, deste o ventre de nossas madres. Terei possivelmente a crença de que não posso “levar desaforo para casa”. Essas atitudes são, em grande parte, por aquilo que já possuímos dentro de nós, que ouvimos nossos pais falarem ou fazer, etc e tais.

Voltando lá para as promessas do ano novo. Quando fazemos as tais  para o novo ano, estão, geralmente, ligadas a algo que naturalmente não o fizemos no presente ano. Muitas vezes não o fizemos por não ser parte de nosso costume, da nossa lida, do nosso sistema de vida. Diante disso o “habito que habita” em nós, não nos impulsionada não nos “força” a agir em rumo daquilo que foi prometido.

Como o habito é produzido ao longo de nossa educação mais duradoura, ou melhor, ao longo de nosso processo de socialização, teremos dificuldades para cumprir algumas de muitas outras promessas que fogem de nossas atitudes comuns ou habituais. O ano pode ser novo, mas nosso habito é antigo. Além de entrarmos na esfera de que “todo mundo está fazendo, também vou fazer”. Fato é que muito pedidos ao mesmo tempo é jogar palavras ao vento, pois temos grande dificuldade de mudar nossos hábitos de um dia para o outro....

 

Carlos Paiva

segunda-feira, 18 de abril de 2022

 

 

ESSA É MINHA OPINIAO

 

Seja naquela conversa teti a teti, na virtual, nos grupos de amigos, família, trabalho, com o companheiro (a). filhos, enfim seja com quem la que for, nos mais variados assuntos sempre temos nossa “opinião” seja ela dos assuntos corriqueiros da sociedade aos mais amplos de complexos, ou da sua própria vivencia aos da vida alheia, enfim....

Quem me conhece sabe que as vezes em vários discursos acirrados eu prefiro ficar calado e não expressar a minha opinião apesar de tela ali na ponta da língua. Sabedor de que opinião é o sinônimo para ponto de vista, ou seja, posicionamento de afinidade sobre determinado tema, ideia, processo, ideologia, crença, intenção, objeto, ato ou qualquer outra coisa que seja de caráter de escolha do indivíduo, não vou e nem quero mudar a tua, tendo grande probabilidade da tua não mudar a minha.

Parece que hoje em dia, todos precisam ter opinião sobre tudo. No entanto, essa necessidade de opinar, às vezes, parece ser mais um posicionamento de inserção social do que, meramente, uma vontade significativa para o interlocutor (eu e você). E são chuvas de informações diárias que nos arremetem aos mais variados sentidos e mesmo que não opinemos para os outros, as vezes falamos sozinhos " que bosta é isso, rss"

Temos nossas “sínteses opinarias” mais voltadas para a vida dos outros do que de nós mesmos, além daquela “opinião formada” sobre as mais variáveis situações e que mesmo que nos pague em dólares não temos a intenção de mudar, afinal é nossa opinião. Foda-se o resto.

 Nem sempre é necessário opinar, mas quando as pessoas precisam opinar e quando são “obrigadas” a fazer isso, elas acabam se sentindo expostas. Principalmente, quando estamos debatendo sobre temas polêmicos ou de compreensão sobre a existência conflituosa dos indivíduos envolvidos no debate.

Para finalizar, lembro que opinião é apenas opinião, ou seja, define-se como o meu, o teu ponto de vista, ou nossa forma de ver e enxergar isso ou aquilo e, diga-se de passagem, tem muito a ver com a forma em que fomos criados, que vivemos e que queremos que os outros vivam, não e nunca será nenhuma verdade absoluta... Essa é minha opinião, sobre opinião. Kkkkk. Carlos Paiva

 

 

sexta-feira, 1 de março de 2019

Impotencia


Esses dias li um poste com a seguinte frese: “Se quiser contar algo para alguém, escreve tudo num papal depois engole”. Confesso que fiquei meio chocado com os dizeres, mas depois pensei que ele pode ter vários significados e maneiras de enxergar. Alguns anos atrás eu gostava muito e ainda gosto um pouco de escrever e prefiro compartilhar nos segmentos das redes sociais do que comer. Rss

Existe momento em nossas vidas que nos sentimos fortes e potentes, mas algumas outras  situações ou momentos nos sentimos no meio duma selva,  perdidos e completamente impotentes diante da impossibilidade real de solução de algum problema. Quem já passou por algo semelhante sabem que os sentimentos que são desencadeados não são dos mais agradáveis. Analisamos a situação por todos os ângulos e nada. Passamos algumas noites e mais noites em claro em busca de uma luz, uma solução, mas a única coisa que sentimos é que os deuses deram as costas para nós.

Até que percebemos que, por mais que tentemos, não conseguimos chegar a uma solução satisfatória, então passamos a tentar exercer o controle, sem perceber a inutilidade e dispêndio de energia dessa atitude. Continuamos sofrendo. Acredito que a impotência é a palavra que mais se adequada para esse sentimento. É difícil, mas precisamos entender e aceitar que nada acontece à toa. Se tudo isso está latente é porque com certeza pecamos na tomada de algumas decisões, mas enquanto estamos imersos em problemas e dificuldades perdemos a percepção e a consciência da necessidade de reflexão.

O estado de impotência é um estado que vivemos em nossa de bebes, dependíamos totalmente do cuidado, proteção e acolhimento de nossos pais, especialmente de nossas mães (saudade do teu colinho mãe), na idade adulta os momentos de impotência e inoperância para alguns são quase insuportáveis. Você olha para o corpo, percebe que a pessoa está bem saudável, mas se conseguir desvendar o que está latente bem no âmago do  seu coração verá que esta tudo em pedaços…

Às vezes querendo ou de uma forma ingênua, criamos uma proteção, uma defesa diante da vida, para que aquela dor que não é palpável seja ou se torne menos insuportável. Tornamo-nos pessoas super potentes, onipotentes, semideuses, ou pelo menos achamos que nos tornamos, saindo por ai sorrindo, quando no fundo o desejo é de desabar e chorar.  E nessa ilusão de poder, vamos vivendo nossas vidas até que, com toda confiança que pensamos que adquirimos, em um distraído vôo rasante, batemos em um grande muro de concreto e nos despedaçamos no chão. Se a situação se estende por muito tempo, quase sempre caímos num outro problema chamado panela depressão. É isso ai galera….

domingo, 15 de abril de 2018

As Aventuras


Num sábado ensolarado, acordando as 4h30m da manhã para se aventurar na Corrida de Aventuras Ubatuba 28 Praias e quando se chega ao ponto de largada percebesse que você não é o único “louco” querendo desbravar essa verdadeira aventura composta por  mais variados tipos de trilhas com subidas, descidas, cobertas por  matas e céu aberto, inúmeras praias, cachoeiras, e sentir como o teu corpo vai se comportar diante de tudo isso e centenas e milhares de outras pessoas estão ali pra compartilhar e vivenciar juntos com você esses momentos que são únicos.

Seja quem vai fazer os 42 km solo, ou se dividir em duplas, trios, quartetos ou quintetos, isso não importa, o que mais vale é o desejo e vontade de estar la. Confesso que uma das coisas que mais gosto é curtir esse movimento todo antes da prova, o transito para o local tava parecendo a Marginal Tiete depois 5horas da tarde. Rss

E as conversas? Quando se entra no portal de largada em que o coração fica um pouco mais tenso, pra relaxar vamos puxando conversa com os demais “companheiros” (palavra companheiros me fez lembrar o Lula.kkkkkkk). Cada um tem sua metodologia, um diz: vou fazer os 42km em 5 horas, outro diz que quer finalizar  em 6 horas, outros em 4h30m, enfim.... o mais importante é que cada um se conhece e  sabe do seu potencial e de das suas prováveis limitações, sem contar que muitas  vezes no meio do caminho nos deparamos com os sistemas produzidos pelo nosso corpo como: cansaço,  dores, câimbras, ânsia de vomito, etc., e a natureza por vezes nos da uma ajudinha com suas cachoeiras decorrentes nas  margem das trilhas, das quais podemos nos deliciar com suas  águas cristalinas, mergulhar a cabeça, isso ajuda a baixar a temperatura, o batimento cardíaco e bola pra frente.

E chega um determinado momento que teu corpo quer continuar, mas sua mente, sua cabeça pensa ao contrario e te diz: Carlão é melhor você parar, ainda faltam dezenas de quilômetros e você tai quase morto cara, Rss  e  por algum tempo gera aquele conflito interno  que vou vencendo com minhas próprias passadas que aos poucos  vão encurtando as distancias  que me divide entre o ponto que estou e a linha  de chegada.

E depois de algumas horas de prova e vários quilômetros rodados vou encontrando (ultrapassando)  alguns daqueles que no patê-papo que tivemos la atrás,  momentos antes da largada em que eles  haviam programado para finalizar a prova  em 04h30min ou 5horas. Uma palavra de incentivo aqui, a doação de gel ali, que de alguma forma auxilia a qualquer um.


E depois de 6horas vivendo nesse compasso, avista-se a linha de chegada, enfim terminado a prova, la se foram os 42k quilômetros  deixados pra trás Agora é só correr pro abraço!!! 

 Carlos Roberto Paiva

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

SER CRIANÇA

Por vezes sentimos falta do passado, daquelas  pequenas e simples coisas, de voltar no tempo mesmo. Criança também faz coisas chatas, mas adulto com certeza  faz mais. Era chato dormir cedo, porque tinha que acordar cedo para ir a escola. Talvez  chato mesmo é dormir tarde e ter que acordar cedo porque assim estipularam os adultos. A grande verdade é que nós acordamos cedo para resolver problemas, não apenas os nossos, mas dos outros, e  do mundo... Alias sempre temos a idéia que de se o mundo tivesse em nossas mãos resolveríamos todos os seu problemas.

Mas nossas regras são mais agressivas e as exigências são bem maiores. É preciso se apressar sem querer, rir sem querer, andar num ritmo louco sem ao menos saber exatamente a razão, o motivo. Correr atrás de coisas perdidas, do tempo perdido. E por vezes andamos tão perdidos no meio de tanta gente crescida. Quem nunca sentiu vontade de chorar na frente de qualquer pessoa, pedir colo sem nenhum receio, dizer “não sei” a tantas perguntas?

Fazer coisas de adulto todos os dias não é tão divertido quanto fazer coisas de criança. Crescemos e o lúdico vai ficando no caminho. Tantas vezes queríamos voltar para brincar só mais um pouquinho ou simplesmente se importar com nada. Andar descalço no meio da estrada não asfaltada, sentindo o cheiro da terra, o gotejar da chuva... (De vez enquanto ainda faço isso. RSS)

Aquela história de encarar a vida com a mesma seriedade que uma criança encara uma brincadeira é pura verdade. E a vida podia brincar mais com os adultos, não acha? Com certeza iamos sorrir mais e sentir a alma mais leve.
Falando em sentir, podíamos sentir medo, vergonha, raiva e logo, logo tudo passaria, como passa para os pequenos. Pois é, só depois a gente percebe que tudo foi tão rápido. Como fomos bobos lá atrás querendo crescer o quanto antes possível.

Ser adulto é estar num lugar querendo estar em outro. Ter que representar em várias situações cotidianas. Dizer sim com vontade de admitir um sincero não. Ter que ficar com vontade de querer sair,  Ser adulto é não inventar mundos.

Para os “grandões” é necessário  estar sozinho em meio à multidão porque é preciso resolver-se diante da vida como tarefa diária. É mostrar a “força” que tem.


Quando éramos pequenos muita gente querida não havia ido embora. Vamos crescendo e vamos perdendo. E como todos os adultos temos consciência de que podemos ir embora há qualquer momento. Queria ser criança todos os dias porque descobri que não sou infalível, mas aprendi em algum lugar que precisava ser e  estamos sempre em busca da tal felicidade. Criança, apenas é feliz. Quero ser criança porque na verdade nunca aprendi a ser adulto...

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Reciprocidade

Nesses dias alguém “reclamou” comigo do tipo: Carlão você esqueceu seu blog?  Confesso que achei legal a indagação por me lavar a crer que a tal pessoa interage com essa leitura. Então simbora lá. Algo interessante  que me chama atenção nas redes sociais é que muitas pessoas reclamam que alguém recebeu sua mensagem, viu sua foto e não comentou, não deu a devida resposta, efim, acredito que isso que seja  falta da tal reciprocidade.
Você já ouviu falar que uma coisa leva a outra? Isso é fato! Incrível como tudo nessa vida acaba nos levando a outro ponto (ou mesmo ponto), como se tudo de fato tivesse inteiramente interligado. Reciprocidade é o ato de responder às ações do próximo da mesma forma que recebemos, é resposta mútua, caminhos iguais de ida e vinda. Na teoria é fácil, mas sei que na prática, não é bem assim. Muitos esperamos ou se espera dos outros. Alguns de cansam de esperar…rss, daí vem aquelas velhas frases “cansei de esperar”, “cansei de ser bonzinho, boazinha”, etc. e tais. Aí vem aquela frustração quando sacamos que o valor que damos, não é o mesmo que recebemos, ou seja, o mesmo valor, o mesmo tempo, a mesma energia que empregamos em prol de alguém não retornou da mesma forma que a dispusemos a elas (pessoas).
Estamos carecas de saber que cada pessoinha tem sua personalidade, seu jeito, sua forma de ser. Por isso, é tão difícil a gente “retribuir na mesma moeda”, afinal, não somos iguais a ninguém (ainda bem né). Somos totalmente diferentes. Mas acredito que é possível aprender a viver melhor, a se valorizar, a se amar. Não precisa deixar de ser o cara “bonzinho” nem a menina “boazinha”, só precisa aprender a fazer um pouco mais por quem também faça ou já fez “mais”.
 Mas também e totalmente possível aprender a tratar com “indiferença” quem não te trata como prioridade. Isso é fato.  É possível também ignorar quem não se lembra de você. Isso depende de você! Tem situações que o melhor é ignorar do que ficar “correndo atrás”. Se quiser correr de verdade bota um tênis e sai pelas ruas. Alias isso vai de fazer muito bem. Rss. Nessa “ignorância” você não estará sendo vingativo ou vingativa, mas, aprendendo a ser recíproco!
Doar tem que ser um aprendizado, tem que ser r na mesma medida que o outro. As coisas tem que acontecer  na mesma intensidade que nosso parceiro, que o amigo, que o colega, e daí por diante. Ceder o mesmo tanto que cedem. Nada de fazer mais por alguém que de fato não valoriza, não enxerga, não te olha com o “zóio esbugaiado”.
Agrade quem merece. Se importe com quem se lembra de você. Quem caminha junto e faz questão de estar com você, mesmo que seja pra fazer nada, apenas pra rir a toa e jogar conversa fora. O fato é que quem “te quer”, de alguma forma demonstra que, de fato, te quer. Quem se importa, procura. Quem quer estar com você, demonstra isso nos mínimos detalhes, se preocupa, te responde enfim, é recíproco. Carlos Roberto Paiva


domingo, 14 de maio de 2017

EMOÇÕES

Somos o próprio arquiteto das nossas  emoções e todos temos aqueles  momentos onde percebemos que  nosso  coração acelera e   bate mais forte  que o habitual,  onde os sentimentos, as percepções, a saudade nos  parece que vão  brotando repentinamente dentro de nosso peito..

Em  que pese pareçamos fortes, fomos seres  extremamente frágeis caso não cuidemos de nossas emoções. O fato é que não  esquecemos de algumas pessoas, e  por mais que não estejamos próximo dela. Claro que  também  existem aqueles  que gostaríamos de estar do lado dela o tempo todo, rindo, brincando falando bobeira, numa conjunção de  afeto,  ternura,  carinho...  Minha mãe faleceu tem mais de dois anos, mas meu “sentimento” por ela continua sendo de que a mesma continua vivinha da silva...

E se for o “tar” do AMOR, como explicar esse sentimento  tão falado, vivido, discutido... Sendo que cada cabeça tem la a sua maneira de senti-lo, expressa-lo, experimentá-lo? Penso que ao longo do nosso tempo de vida, aquilo que vamos “sendo”, é resultado de tudo o que partilhamos com aqueles com quem de forma significativa, expressiva nos “cruzamos”, nas esquinas da vida,  seja isso de forma programada ou inesperada, isso não importa muito.

Daquilo que deles recebemos e conseqüentemente lhes damos, e daquilo que, a partir daí, vamos sendo capazes de guardar dentro de nós mesmos, assim o transformando em algo “nosso” propriamente dito. Coisa difícil de explicar esse sentimento ein minha gente, mas to aqui tentando de alguma forma descrever a percepção que tenho sobre isso. Vejo na mídia, principalmente no facebook algumas pessoas mandando receados para outras pessoas decepcionadas porque de alguma foram lesadas sentimentalmente. Meu recado pra você é o seguinte “Cuide da sua emoção”, não adiante ter corpo bonito e ser doente emocionalmente.  

Uma forma meio egoísta que temos sobre nossos próprios sentimento é que quase sempre vamos transformando as pessoas envolvidas  em algo nosso, no sentido de que sempre nos parece que a pessoa ou as pessoas a quem amamos é unicamente e exclusivamente nossa e de mais ninguém, do tipo se tocar nela ou nele eu mato. KKKKKK.  A idéia é de que somente dessa forma podemos aperceber-nos de como através deles (pessoas), nos é dada a possibilidade de vislumbrar e enxergar o AMOR, de uma forma extremamente possessiva e dominadora.

Talvez  amar seja muito mais do que essa sensação de empolgamento, de olhar nos olhos, quando aquela empatia profunda com alguém nos faz sentir capazes de tudo.  Mas penso que isso também faz parte desse “jogo da vida”. Pois quem vive apaixonado com certeza vive melhor e mais feliz. Claro que o sentido de apaixonado não é somente por outra pessoa, mas pode ser por uma causa, uma ação, um cachorro, efim...

Cuidar das emoções e de alguma forma poder expressa-la é de vital importância, pois caso contrario você vai acabar sentimento o sentimento de frustração, ficando sempre cabisbaixo, carrancudo, truculento onde tudo e todos parece que não tem a mínima graça, caminhando com a alma aprisionada no casulo das emoções.

Num sentido mais amplo o processo AMAR talvez seja como subir uma escada sinuosa, que por final vai nos conduzindo a um encontro conosco mesmo e ao mesmo tempo trazendo a percepção de uma energia, uma  força que embora pareça vir de fora, nos vem de dentro , sendo por isso, totalmente indestrutível porque faz parte de nós.! Carlos Roberto Paiva


sexta-feira, 7 de abril de 2017

VOCE É QUEM DITA SEU RITIMO

Confesso que tenho muitas dificuldades em acreditar nas idéias de que as coisas estão preparadas ou pré-programadas para acontecer a cada um de nós. Acreditar no sistema natural dos seres vivos em que os mesmos nascem crescem e morrem é uma coisa, mas tenho duvidas de que as elas (coisas)  estejam  “guardadas” para  as pessoas e que há qualquer momento vão  cair em suas mãos  sem que haja  nenhum tipo de esforço.

As experiências próprias que temos podem ser indicativos de que  tais idéias são realmente válidas ou não, pois cada um de nós somos testemunhas vivas  dos nossos próprios acontecimentos, digo  dos ganhos e das perdas que colhemos no decorrer de nossas vidas e se elas foram fruto de um baita esforço ou caíram do céu de “mãos beijadas”.

Penso que “infelizmente” suas conquistas não foram colhidas na janela da casa, escondidas dentro de uma caixinha de presente e amarrada com fitinhas vermelhas, mas sim aconteceram e continuam acontecendo conforme seu, nosso esforço individual das quais muitos não acreditam ou acreditam duvidando.

Mas o primeiro que tem que acreditar em você e você mesmo. Alias com respeito ao conteúdo dessa frase, lembro que no ultimo domingo aconteceu o Grand Cup Brasil de Ciclismo em Ubatuba, dos quais vários amigos competiram e foram mais velozes que os demais. Conversando posteriormente com uma amiga que fechou os 100 km com menos de três horas ela disse que quando pedalava próxima a uns “conhecidos” os caras falavam: “Ela não vai muito longe nesse rítimo e vai quebrar logo”… Essa descrença dos demais fez com ela buscasse suas ultimas forças, acreditasse mais em si e deixasse os caras a quilômetros de distancia. Nunca duvide de uma mulher. Rsss

Mas também conheço o inverso, que está configurada numa pessoa que deseja muito ter um relacionamento com outra pessoinha, mas ela dificilmente sai de casa e se comunica pouco com o mundo externo. Não to criticando sua fé tampouco apagando suas esperanças. Aliás, nunca deveremos fazer isso com ninguém, apenas to querendo dizer que deveremos procurar maneiras que para que as coisas que esperamos aconteçam conforme descrito em nossos corações. Nossa parte ninguém fará por nós, isso é certo!


Muitos vivem desiludidos da vida passando boa parte do tempo de cabeça baixa e choramingando, pensando que as coisas boas, resultados bons só acontecem pros outros e para ela nada. Talvez seja porque os outros sejam mais intuitivos e não ficam esperando o presente chegar à janela, mas saem em busca dele. Conhecem suas potencialidades mais do que ninguém, não se desanimam diante das problemáticas da vida, mas estão com o espírito leve sempre acreditando em si mesmo e por mais difícil que seja não desistem nunca.  Carlos Roberto Paiva

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

VIDA SOCIAL II

Sabemos que com o passar dos tempos o seres humanos começaram a pensar que morar juntos em forma de grupo seria uma maneira mais segura de levarem a vida, no sentido de que um bocado de gente morando próximas melhoraria o sistema de proteção de cada um deles, nos mais variados sentidos.  A partir daí começaram a surgir às primeiras as tribos, os primeiros grupos, a turma, os “bandos” e daí por diante… 
Não tem jeito a partir da nossa “evolução” no sentido de que a cada dia nasce mais pessoas em nosso planeta e principalmente nos grandes centros urbanos por mais antissocial que sejamos, mesmo que de uma forma subjetiva ou involuntária acabamos convivendo com  qualquer tipo de pessoas e ou  grupos, seja no trabalho, no esporte, na musica, no “rolezinho”, na política, na faculdade e daí por diante.
Se você assim como eu gosta de animais sabe muito bem que se convivermos com milhares deles ao nosso redor isso não nos expõe em frustrações ou descontentamento, mas se vivermos com um ser humano infelizmente não é possível evitá-las. Por mais saudável que seja a relação, temos os momentos de crises e de “cara virada”, onde cada um olha para um lado e ninguém se enxerga. Kkkk.  Fato é que não há como viver em sociedade isento de riscos, infelizmente.
Já que somos seres sociáveis, com o andar a carruagem acabou sendo criadas as grandes metrópoles, onde milhares de pessoas caminham e perambulam pelas ruas se “esbarrando” uma nas outras quase todos os dias. Dessa maneira a vida social deveria ser uma fonte de prazer, de encanto e poesia, onde as pessoas tão se olhando, se vendo e interagindo, mas ao que parece por vezes isso foi transformado num mercado onde se distribui estresse e largos punhos de conflito, onde ninguém conhece ninguém e quem “puder mais chora menos”.
Ora não é ruim viver no meio dessa multidão, de ter amigos, colegas de trabalho, companheiros de esporte, isso nos faz muito bem e sempre irriga nossa emoção com elevado grau de alegria e prazer, mas infelizmente também às vezes nos causam algum tipo de tumultos, confusões, gerando algum tipo de sofrimento, seja ela física ou mental.
Tudo porque dentro desse “caldeirão” das relações sociais existem pontos de vistas diferentes, atitudes mesquinhas e egoístas, ações e reações agressivas que às vezes fere uma pessoa por toda sua existência. Muitas vezes pessoas de determinado grupo ataca seu semelhante como se tais fossem algo ínfimo e banal, não lhes oferecendo nenhum grau de valor e vivem querendo impor a superioridade das idéias da sua turma, do seu grupo, do seu time. Rss
Na natureza quando um animal ataca outro é para se defender ou então se alimentar, pois adquiriu isso no seu processo evolutivo, já o ser humano parece que ataca seu próximo por mero “prazer”, só pra pena voando…kkkk. Acredito que atrás de uma pessoa agressiva, é possível que se esconda alguém muito  infeliz e carregada de algum tipo de  “inveja mortal”
É isso pessoal, se desejamos ter menos stress e uma melhor qualidade de vida no meio dessa gentaiada toda, definitivamente teremos que parar de esperar o retorno e a gratidão das outras pessoas, ou seja, não esperar muito dos outros e também tentar não confundir o trabalho/profissão com o sistema da  “vida pessoal”, alem de fazer o possível para  permanecer naquele grupo ou pessoa que te valoriza, te apóia, de agüenta, enfim que de uma forma ou de outra sempre te tolera, te trata com carinho e te faz muito  bem... Carlos Paiva



sexta-feira, 16 de setembro de 2016

CORRUPÇÃO

Estamos vivendo um período pré-eleição onde em conversas com os amigos ou  nos diversos setores da mídia ouvimos a seguinte frase: “POLITICOS SÃO TODOS CORRUPTOS” , mas será que  isso verdade? Não gosto de sair espalhando mentiras dos outros a toa por ai sem antes ter um pouco de fundamento, Rsss. Antes  prefiro buscar alguma idéia  mais sólida sobre nóix brasileiros, sobre a formação da nossa sociedade pelos agentes “estrangeiros” e principalmente  sobre nossas ações cotidianas perante as diversas instituições a qual todos nós de alguma forma estamos envolvidos
Antes de tudo será que nós pessoas honradas  que abominam a corrupção, nunca compramos  produto pirata, ou falsificamos carteirinha de estudante,  roubamos a senha  do hi-fi do vizinho, ou subornamos o guardinha, ou furamos  uma fila do banco, ou apresentamos  atestado falso, ou batemos  ponto pelo colega? Na estrada jamais aceleramos mais rápido sabendo que excederia o limite de velocidade? Se você é médico ou dentista, nunca cobrou mais caro pela consulta com recibo né? Daria pra escrevinhar uma lista enorme, monstruosa, gigantesca...
Um fato que me chamou a atenção nesses dias foi que a ex-presidente da República sugeriu que a corrupção no governo é uma extensão da corrupção no dia a dia. Mas será verdade? Somos todos corruptos mesmo por tabela? Culpados pela bandalheira toda que políticos de todos os níveis promovem com dinheiro público?
Essa explicação de que a corrupção na política é um prolongamento da corrupção no dia a dia é bem a mais fácil e própria do senso comum. Talvez seja muito boa só para os políticos, já que a culpa recai sobre nóix também  né? No entanto é fato que a nossa classe política vem de uma sociedade que pratica trapaças diárias e ao tempo todo. Todo mundo sempre tem a ideia de sobressair melhor!  Entenda que to me referindo ao sistema da nossa  sociedade em si, e  não as pessoas em particular ok? Fica zangado não, sei que você ta fora disso. Rss 
Na busca por maiores informações achei um fato interessante. A psicóloga Denise Gimenez Ramos, professora da PUC de São Paulo afirma em um dos seus livros que a corrupção no Brasil é um problema endêmico: trata-se de um padrão de conduta tão arraigado no comportamento coletivo que, no frigir dos ovos, as pessoas nem percebem que estão sendo corruptas. Essa dou ein! Mas será que não percebem mesmo?
Reza a historia de que quando os portugueses chegaram ao Brasil não tinham lá grandes pretensões e nem tampouco construtivas. O que os cabra queriam mesmo era extrair as riquezas daqui e mandar todo o lucro para a Europa, sem se preocupar em constituir uma pátria ou investir dinheiro na “Terra de Santa Cruz”. (todo mundo estudou isso na escola vai...rss)
Fato bem diferente do que ocorria la pras banda dos Estados Unidos, na mesma época, onde uma multidão de famílias inglesas desembarcavam com o único intuito de fundar um novo lar, de construir uma nova pátria... Enquanto que por aqui, as índias eram violentadas pelos europeus que depois  iam embora, e assim começaram a surgir os primeiros “cabeçudinhos” chamados de  miscigenados,  eram rejeitados por suas tribos, que não os reconheciam como índios. Abandonados e sem chance de alcançar sucesso na vida visto que  jamais se tornariam chefes de uma tribo, por exemplo  foram crescendo  numa depre total nun  profundo sentimento de inferioridade. E a concepção da figura do pai, para eles, foi a pior possível, ou seja: alguém que só aparece na hora de extrair, de retirar, de obter vantagem, e nunca para construir ou cuidar.  Talvez seja por isso que nosso complexo de inferioridade é evidente até hoje, uma  nação com autoestima tão baixa.
Vivemos dizendo que o Brasil é uma porcaria. O brasileiro respeita as leis quando está no exterior, mas desrespeita aqui, porque acha o seu país uma sujeira, uma porcaria, infelizmente.
Fato que essa cultura extrativista, de retirar em vez de construir, de obter vantagem em vez de cuidar, foi se perpetuando de geração em geração, tanto na política quanto no dia a dia da sociedade e aquele jeitinho brasileiro, aquela malandragem por vezes estão cravadas em nossas memórias que às vezes nem percebemos isso. Escrevi tudo isso pra dizer que quem faz o político é a sociedade e não o político que faz a sociedade e os caras somente mudarão quando cada um de nós mudarmos nossa forma corrupta de ser.  Pensem nisso: Carlos Roberto Paiva

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

O OUTRO

Pois é minha gente, por vezes tenho pensado que a vida neste mundão nem sempre é totalmente sã, onde por algumas vezes torna as pessoas ou nozes mesmo termos aquela famosa ideia ou filtro de ilusão de que o outro (a) se deu melhor, ele tem mais sorte, as coisas boas somente acontece com ele. O outro nunca é punido o suficiente quanto eu sou, e pra piorar o outro sempre é dono de alguma coisa que deveria, com toda certeza “ME” ou nos pertencer.
O fato é que enquanto estivermos vaguando pelos quatro cantos do universo, um tanto quanto subornado pelas idéias pregadas pela mídia, a tendência é vivermos o sonho distorcido de que a perfeição habita nos rostos, corpos e lares alheios, seremos miseravelmente inaptos a reconhecer o quanto pode haver de alegria e plenitude em nossas próprias vidas. Afinal de contas, se pararmos para pensar, no meio dessa loucura toda é possível que nós somos ou seremos o outro dos outros. Rsss
Como os outros nos vêem? Pensa nesse seu “título”, no seu trabalho, nos 10, 21 ou 42 km de uma corrida que exigiu de você semanas, meses ou até mesmo anos de empenho, de estudos e aperfeiçoamentos intermináveis, fins de semana com a cara enfiada nos livros, longe de casa, com saudades da família e dos amigos. Por outro lado treinos de madrugada chovendo ou fazendo sol, e mais uma porção de renúncias feitas à base de uma vontade férrea de atingir seus objetivos, suas metas, onde no final não raramente é avaliada por muitos como “pura sorte”, soltando aquele sorriso amarelo no canto da boca.
Respiro fundo e conto até três quando imagino que tem gente que tem absoluta convicção de que nossas conquistas não são do nosso merecimento, que nossas batalhas são irrisórias e nossos esforços, nossa coragem são irrelevantes. Há pessoas que desenvolvem tamanha obsessão por tudo o quanto temos, somos ou parecemos ser e ter, que acabam virando uma versão “pirateada” de nós (os outros querendo ser nóix) e para não expor ou transparecer a ninguém “finge” não reconhecer nossas conquistas. Aquele tipo de gente que nunca está satisfeito com o que tem, simplesmente porque vive da loucura de querer  a todo custo  o que demos um duro danado para conquistar, seja do material, corporal, espiritual, e  demais “al”..rsss
E como nós realmente não somos perfeitos (alias nenhum de nós o é), e como um pouco de “auto avaliação” não faz mal a ninguém, cuidemos de não nos transformarmos nesses ladrões de histórias alheias, ou seja, tenha a sua propriamente dita, não me canso de repetir isso. Quem me conhece sabe que sempre preguei a ideia sobre a importância de cada um construir sua própria história e nunca é tarde pra isso. Tratemos de olhar para aquilo que temos com um pouco mais de gratidão e um muito a mais de determinação para fazer a nossa realidade dar em alguma coisa que nos alegre e engrandeça.

Nisso tudo façamos o favor, a nós mesmos e à humanidade, de sermos alguém a quem ninguém não se precise temer tampouco evitar e se por um obsequio aquilo que queremos, envolve o prejuízo de alguém, ou precisa ser tirado de alguém, tratemos de arranjar outra coisa para querer, pois não somos o outro e sim nós mesmos! Carlos Paiva

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

NOVOS CICLOS

Òia eu aqui de novo galera. Confesso que tenho ficado feliz, devido o fato de  algumas pessoas terem me falado que acompanham e algumas vezes  fazem  leitura do meu blog. Isso pra mim é muito gratificante me incentivando a pensar mais, escrever mais....
Hoje gostaria de pensar um pouco sobre os tempos, períodos, ciclos que se passam em nossas vidas, onde muitas vezes é preciso saber quando ele chega ao seu final. E se insistirmos em permanecer nele mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas, outros mundos que precisamos descobrir e viver. Precisamos aprender a encerrar os ciclos, fechar as portas, terminar os longos capítulos de algumas novelas que se tornaram maçantes em nossas vidas  e que a partir daí irão fazer parte apenas de nossa historia. Não importa muito o nome que o damos, o que vale é deixar no passado os momentos da vida que se foram e já acabaram. 
Em algumas situações às vezes não percebemos, e se entendemos não queremos que termine ou se acabe, pois ali em algum cantinho no nosso coração nutrimos alguma esperança em reativar “os laços” que em algum momento foram desatados sem que percebêssemos isso.  Assim acontece com a perca de um trabalho, uma relação que começou apaixonante e foi se perdendo na estrada da vida e chegou ao seu final. Uma amizade de milhares e milhares de anos, tão longamente cultivada que de repente desapareceu sem dar explicações.  É assim mesmo, às vezes muitas pessoas viram fantasmas e somem. Rsss
Poderemos passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu. Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo a frente enquanto não entender as razões, motivo ou circunstancias que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, terem subitamente virada fumaça ou transformadas em pó.
Por experiência própria, acredito que tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seu marido ou sua esposa, seu namorado ou sua namorada, seus amigos, seu ex-chefe, seu cachorro, seu passarinho, seu gato... enfim todos estão ou  provavelmente estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e sofrerão ao ver que você está parado, formando cachoeiras, rios, lagos de lagrimas de choro, andando sempre com o zóião inchado com cara de zumbi.
Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco. Uma coisa é certa o  que passou não voltará,  não podemos ser eternamente meninos (as), filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, “amantes” que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor chance de voltar, tentando nutrir a paixão que por algum motivo se acabou, e os olhares  que não se cruzam mais como antigamente.
As coisas passam, e o melhor que temos de fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora. Por isso é tão importante - por mais doloroso que seja -  destruir recordações, mudar de casa, da cidade, do país, do planeta se necessário. Desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras pessoas tomem o seu lugar.
Deixar ir embora, soltar, desprender. Afinal ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, fosse desse jeito tudo seria mais fácil “néh”.  Portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos. Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor.Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do “momento ideal”. Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará...Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida, acabou e pronto.  Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira, de a volta por cima.  Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Carlos Paiva

quarta-feira, 13 de julho de 2016

As Mascaras da Vida

Refletindo um pouco acerca daquilo que somos por conta de tudo aquilo que nos é imposto pela sociedade, uma vez que as normas e regras são a todo tempo  lançadas  idealizando aquilo que as pessoas sejam, percebemos que por muitas vezes infelizmente parece que  vamos vivendo dentro desse “quadrado” invisível,  mas que continuamente nos é   imposto, seja pela sociedade como um todo ou  grupos menores, como família, amigos, etc.  Diante disso nos parece que há um intervalo, uma distancia, um caminho  cada vez maior entre aquilo que somos (ou queremos ser) e aquilo que mostramos as pessoas e ao mundo. Talvez não estejamos mais passando por aquela  crise de identidade da adolescência,   mas é algo talvez maior  que poderíamos chamar de:  “mascaras da vida”.  De fato não é fácil ser aquilo que sou desta forma muitos preferem viver ou expressar aquilo que não é. Aquela história da pessoa que sempre gostou do verde, mas vive usando o amarelo só pra não desentoar e agradar a “vizinhança”. Entendam que estou falando sobre o processo de nossa personalidade e não de brutalidade. Se você não consegue dialogar e sempre age com selvageria alegando que faz parte da sua personalidade. Digo-te uma coisa, cadeia pra você cabeçudinho. Todos nós, em maior ou menor grau, somos diferentes conforme a pessoa com quem estamos, mas até que ponto é que nos traímos na necessidade de nos protegermos dos outros? Infelizmente parece que os outros são nossa base de postura, o desenho deles quase sempre parece ser melhor que o nosso, e assim vamos nos escondendo dentro de nós ou   por medo, por defesa, por integração e assim por diante.  Por vezes achamos que a outra pessoa não aguenta o peso da nossa personalidade ou  do nosso “doce jeito de ser” misturados com todos os nossos defeitos (que não são poucos, hahaha) . Penso que talvez esse processo  seja uma arma para melhorar a aceitação do outro. Eu preciso que me aceitem para que eu possa me sentir bem, assim  deixo de ser eu, deixo meus gostos, meus desejos, minhas vontades, meu prazer... Então, e se fosse ao contrário? Se disséssemos e fizéssemos tudo o que queríamos, se fôssemos permanentemente iguais a nós próprios, teríamos mais liberdade? Será?  Talvez não: as pessoas muito rígidas, que se comportam da mesma maneira com toda a gente, essas são as mais aflitas, angustiadas, atormentadas. Pra falar a verdade, um “pé no saco” que  ninguém aguenta!  Se gabam de ‘dizer tudo’ e nunca dizem tudo. O que estão a dizer é que têm consciência de que são despropositadas muitas vezes. Porque depois, quando lhes é conveniente, bem que elas se escondem também dentro de suas próprias mascaras.  É normal querer agradar aos outros. O problema só acontece quando agradar aos outros implica sacrificar os nossos sentimentos mais profundos, deixando com isso de sermos nóix mesmos...  Carlos Roberto Paiva

quarta-feira, 20 de abril de 2016

NINGUEM É MELHOR DO QUE NINGUEM


É possível que em algum momento ou situações em nossas vidas já dissemos ou ouvimos alguém expressar a seguinte frase: “Ninguém é melhor do que ninguém”, “ninguém é melhor que a gente”, “somos todos iguais”, enfim têm muitas outras delas que foram feitas com escritas diferentes, mas têm significados parecidos...
Se formos pensar na questão biológica temos por certo de que aquilo que acontece com todos os seres vivos também acontece conosco e  num belo dia todos nós igualmente iremos morrer, neste sentido concordo plenamente que não tem nenhum neguinho melhor que o outro mesmo, ou seja, ninguém é melhor do que ninguém e queiramos ou não todos vamos virar pó, (terra).
Mas eai? Deixando a parte fúnebre de lado, pensando enquanto estivermos vivinhos da silva será que tem alguém melhor do que eu ou você nesse mundão?  Aposto que não ein, você é o (a) cara!!!...rsss
Deixando de lado o sentido biológico há que se dizer que somos seres únicos, e diferentes entre si. Temos percepções só nossas, fragilidades que apenas nós sabemos onde estão guardadas, nossos “medos”, alem de formas diversas de ver a vida, de enxergar situações, de viver as crises cotidianas. Cada um tem suas manias próprias, temperamentos que culminam em atitudes diferentes...
Diferentes também na forma de encarar o mundo, de como enfrentamos os obstáculos propostos pela vida, no múltiplo sentido que ela nos propõe. Enquanto uns vivem choramingando e quase sempre alisando os pés de alguns para sobrevirem uma vida fastidiosa. Sem falar que por algumas vezes, poderemos encontrar um bocado de péssimos profissionais na realização dos seus trabalhos. Em nosso mundo capitalista onde quase sempre o dinheiro vale mais que a vida das pessoas, dos animais, do meio ambiente. Médicos fazendo cirurgia de maneira equivocada, advogados que às vezes não conhecem as leis, funcionários públicos que não dão atenção as pessoas que necessitam dos seus mais variados tipos de serviços, enfim poderíamos fazer uma lista enorme desses ninguéns...
Por outro lado existem aqueles que seguidamente correm “atrás do prejuízo” não medindo esforços para que suas “conquistas” saiam debaixo do seu próprio suor, onde  exercem suas atividades cotidianas, seu trabalho com toda dedicação e carinho, tendo equilíbrio na resolução das mais variadas situações enfrentadas e com isso eu diria sem sombras de duvidas que esses Ninguéns são melhores que os outros ninguéns mencionados acima, ou seja, sempre tem alguém que é melhor do que ninguém . Ainda bem, amem... rsss



quinta-feira, 17 de março de 2016

PORQUE MENTIMOS?

Pois é minha gente, lembro que quando eu era apenas um pequeno gurizinho levei muitas, palmadas, chineladas e muitas outras adas da minha querida mamãe principalmente. E não adiantava inventar “historinhas”, pois ela não acreditava nas minhas mais variadas “desculpas esfarrapadas”.  E olha que pra ser anjo, me faltava apenas ter asas... kkk

Assim como acontece com todos os seres vivos, acabei “crescendo” e me tornei uma pessoa “adurta” e por fim acabei descobrindo que felizmente ou infelizmente todos os seres humanos saudáveis e insaudáveis mentem, uns mais outros menos, ou seja, fato é que todos nós mentimos, e não me venha com essa carinha de santo viu...

Já é ou faz parte da natureza humana mentir, desde pequeninos mentimos, como mencionei nas iniciais. É claro que existe, diversos e inúmeros tipos de mentira, várias formas de fazê-la e com graus de intensidades bem diferentes. Em todas as culturas por mais que a nação se julgue santa e que viva numa cultura em que a mentira é incorreta, que seja errado mentir, mesmo assim muita gente mente.  Todas as pessoas desde as mais novas às mais velhas, dos dotados de um QI elevadíssimo como Einstein aos que o seu QI não é muito gracioso tipo eu Carlos Paiva. rss

Por esse mundão afora há vários tipos de mentira desde aquela chamada mentira piedosa, por exemplo, mentir para que uma pessoa não sofra tanto, ou porque é uma coisa sem importância que para muitos é politicamente correto. Mas se mentir para ocultar um crime pode levar uma punição maior, talvez com pena de prisão,  onde as pessoas envolvidas podem prejudicar outras pessoas, sistemas, país. Existe ainda outro grupo de pessoas onde vários deles tem coceira na língua, mas nunca vão conseguir mentir, porque senão vão queimá no fogo do inferno...

Noutros casos a mentira acaba virando uma doença psíquica, onde as pessoas inventam historia sobre elas, ou até sobre as pessoas mais próximas. É uma questão muito complicada, pois se torna muito difícil, a sociedade conviver com essa pessoa, onde terão sempre a desconfiança de que ela não está a dizer e verdade, pelo fato de ter facilidade em mentir.


Finalizando poderemos escrever com todas as letras de que todos nós temos uma tendência natural para mentir, uns mais outros menos. Mas continuamente temos que elaborar um esforço para controlar as nossas mentiras, e evitar que elas prejudiquem a nossa interação com o mundo e a nossa adaptação ao meio (com as pessoas) e que quase sempre lá no fundo do mais fundo do profundo temos sempre a consistência que está ou estamos errados. É isso ai

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

PORQUE PREFERIMOS CERTAS PESSOAS?



PORQUE PREFERIMOS CERTAS PESSOAS?

Muitos de nós já ouvimos ou  até   já dissemos em algumas já dissemos aquela famosa e conhecida frase que diz o seguinte: Num vô com a cara dessa pessoa. E eu to aqui tentando lembrar se também já disse isso, kkk . 

Afinal de contas ninguém é obrigado a gostar de todo “mundo” e confesso que sempre procuro fugir daquelas pessoas onde parece que todos os dias um tomam banho de caldo de limão e quase sempre tão azeda.

Fora isso somos animais que vivem em grupos e queiramos ou não e de uma fora ou de outra  num  momento da vida, em  algum lugar do planeta,  temos que manter algum tipo de relação outros animais da nossa própria  espécie...

Fato é que alguns de nós vivemos no interior de vários grupos sociais, onde mantemos uma constante relação com os outros. Se pensarmos um pouco num dos grupos a que pertencemos, apercebemo-nos que as pessoas com quem interagimos não nos são indiferentes e não tem para nós a mesma importância, o mesmo valor afetivo.

Noutras situações, existem pessoas com quem estabelecemos relações preferenciais e que nos podem motivar algumas perguntas como, por exemplo: por que razão é que me sinto atraído por determinada pessoa? Por que razão prefiro estar com ela(e)? Por que razão gosto dela(e)? Ou seja, se tem aquelas pessoas que não vamos com a “cara” dela, por outro lado existe totalmente o inverso. Tem pessoas que não vamos só com a cara, vai junto também a cabeça, braços, pernas e tudo mais....kkkk  

Nas minhas idéias às vezes procuro compreender o que está na base destes processos que explicam essa nossa atração interpessoal. O que de bom vemos nos  outros  que nos leva a procurar a sua companhia. Por que de fato manifesta-se pela preferência que temos por determinadas pessoas que nos levam a gostar de estar com elas?  A partilhar confortavelmente a sua presença, onde poderemos passar horas e horas, rindo do nada, falando “besteira”, contanto piada sem graça...rsss

Ainda que o processo de atração esteja marcado pelas nossas emoções, afetos e sentimentos e relacionado com a história pessoal de cada um, é possível que a proximidade, as semelhanças interpessoais, a complementaridade e reciprocidade sejam fatores fundamentais que interferem nesse processo...  

É isso ai minha gente, vou parando por aqui, afinal de contas sou biólogo e entendo bem pouco de psicologia... rss


segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

NATAL

NATAL

Eai galera, já tem uns dias que todos os caminhos indicam que estamos às vésperas das comemorações das de festas de fim de ano, o tão esperado a aguardo Natal e depois três pulinhos nas ondas do mar para que venha o novo ano. Que dó tenho dos piruzinhos....kkkkk

Animais sociais que somos (nem sempre), vivemos em grupos onde por final cada um as vezes que sobrepor sua metodologia de vida, seu conceito de mundo, diante daquilo aprendeu e que de alguma forma abraçou como sendo a verdadeira razão da sua existência.

Então minha gente, de certo modo acredito que isso possa ser algo legal, bacana e manero, desde que aquelas outras pessoas que estão inseridas em segmentos diferentes e que façam parte de outras culturas, que tenham maneiras diferentes de viver e   que contemplem outras histórias não sejam julgadas, criticadas, censuradas apedrejadas e enterradas vivas...

Grande problema é que quando nós estamos segmentados de “verdades absolutas” acabamos por perder nosso próprio caminho de busca, de um conhecimento mais elevado do sentido mais pleno da “vida” e de conquistar um estado melhor de socialização.  A partir disso achamos que nosso plano, nosso caminho, as ações do  nosso grupo é sempre  superior e melhor que dos outros, por conta da nossa cor, cultura, crença, religião, etc. Pra mim uma das coisas mais difíceis é ta próximo de pessoas que sempre querem ter razão em tudo que dizem que falam, que pensam e  que “julgam saber”....

Chega de falar sério né galera. Afinal de contas é Natal paz e amor pra todos nóix. Mas a comida desse final de ano infelizmente vai ta um pouco mais “salgada” não pela quantidade de sal, mas sim por conta do nosso bolso, e talvez no da maioria dos brasileiros, por conta desse período meio nebuloso que estamos atravessando. Rsss

Por falar em bolso, sabemos que este período também é um dos mais rentáveis para milhares de donos de lojas, shoppings em boa parte do mundo, pois também é caracterizado pela troca de presentes entre componentes da família, entre amigos, funcionários de empresa, etc.

Nesta época também vemos que há um pouco de humanização dos seres “humanos” por intermédio da atenção que é dada ao povo mais carente. Isto ocorre através da doação de alimentos, vestuários e até um pouco de carinho que são depositados por meio de abraços, incentivo, apoio... Gesto esse que de certa maneira teve suas origens no cristianismo, onde aqueles tidos como cristãos, festejam o nascimento de Jesus Cristo.

Viajando um pouco acerca da história do Natal, cabe lembrar que sua comemoração teve sua origem na Igreja Católica Romana a partir do século IV, ou seja, 400 anos depois da morte de Jesus. Dessa forma se expandiu ao resto do mundo, o que deve ser um fator marcante para que a “festa de natal” não estar incluída dentre os festejos bíblicos. 

De acordo com o almanaque romano, a festa de natal já era celebrada em Roma no ano 336 a.C. Na parte Oriental do Império Romano, comemorava-se em sete de janeiro seu nascimento, ocasião do seu batismo, em virtude da não-aceitação do Calendário Gregoriano.

No século IV as igrejas ocidentais passaram a adotar o dia 25 de dezembro para o Natal. Segundo estudos, a data de 25 de dezembro não é a data real do nascimento de Jesus, mas a Igreja entendeu que devia cristianizar as festividades “pagãs” que os vários povos celebravam por ocasião do Solstício de Inverno.

Assim, em vez de a igreja proibir as festividades pagãs, forneceu-lhes um novo significado, e uma linguagem cristã. As alusões dos padres da igreja ao simbolismo de Cristo como "o sol de justiça" (Malaquias 4:2) e a "luz do mundo" (João 8:12) revelam a fé da Igreja n'Aquele que é Deus feito homem para nossa salvação.

As evidências confirmam que, num esforço de converter os pagãos, os líderes religiosos adotaram a festa que era celebrada pelos romanos, o "nascimento do deus sol invencível", e tentaram fazê-la parecer “cristã”. E ainda hoje, muito se discute acerca dessas questões,
Discussões, crenças e costumes à parte, desejo que tenham um “FELIZ NATAL”, e sugiro não exagerar nas comilanças bem como bem como respeitar a maneira, crença, cultura e costumes do próximo. É isso ai minha gente!

As Enciclopédias de um modo geral contêm informações sobre a origem sob os títulos “natal” e “dia de natal”. Consulte, por exemplo:
 
a) Enciclopédia Católica, edição inglesa; 

b) Enciclopédia Britânica, edição de 1946; 


c) Enciclopédia Americana, edição 1944.